Viver como se nada tivesse existido,
como se nada tivesse acontecido,
como se nenhum sentimento tivesse ocorrido!
Viver, apenas viver, um dia apos o outro,como se eles naum se relacionassem.. pois que ligacao
haveria, se de repente, todas as ligacoes se rompem?
Eu Sou..
Bruna (com seus 46 apelidos nominais), que eh meio estranha, confusa, engracada, anarquista, teimosa, impulsiva, politizada, expansiva, sonhadora, complicada, poligama.. Que ama demais, chora demais, ri demais.. Que gosta de azul, de tocar baixo, de zuar, de falar alto, gesticular, de beber cerveja, de carne com batatas...
que gosta de escrever, de ler, de ouvir punk rock, mpb, blues.. Que gosta de beijar, de sair, de conhecer..
Que detesta hipocrisia, capitalismo, neo-liberalismo, nazi-fascistas, emocore, agulhas, falta de atitude, comodidade, pessoas serias e sem graca e homens que "nao fodem nem saem de
cima"
Como era estranho estar nos braços de outra mulher...sentir outro gosto, ver outro olhar, outro toque, outros suspiros... COMO ERA ESTRANHO! Cada vez que a beijava , quando meus olhos se abriam, tudo que queria era não estar lá. Na verdade, tudo que eu realmente desejava é que Tati se transformasse em Beatriz: a mulher da minha vida! Beatriz dominou-me completamente. Fez-me acordar para conhecer os prazeres e desprazeres de um relacionamento, daqueles que chama por aí de sério. Ela sempre foi tudo, desde que apareceu em minha vida. Não sei o que me prende a ela... talvez seu olhar, seu sorriso, seu carinho, ou talvez seu espírito, sua energia. Não sei! Mas nos separamos por não aceitarmos algumas falhas um do outro... por termos que ser perfeitos e NÃO FOMOS, nem SOMOS. Então, encantado pela beleza e simpatia de Tati, nos envolvemos. Parecia traição... e era! Estava ME traindo todo tempo e o pior: traía também Tati e seus sentimentos, esperanças e ilusões. Percebi isso em nosso segundo encontro... Estávamos sós em seu quarto e Tati me deitou em sua cama. Eu parecia um moleque, de 13 anos, virgem, que não sabia o que fazer. Tati me beijava com calor, com emoção e eu simplesmente não sentia nada... Até a hora em que ela pediu para ser minha...me desesperei. Eu só queria Beatriz! Para minha sorte, já estava tarde e eu precisava ir embora e foi um bom argumento para não passar vergonha.
Fui embora e no metrô, apenas pensava como isso aconteceu comigo. Logo eu, que nunca entendi fidelidade, que não via mal algum em dar "escapadinhas sem compromisso", estava me culpando por ter estado em braços alheios... Desci cinco estações depois da minha e fui procurar Beatriz. Fui procurá-la apenas para dizer a falta que ela me fazia, o desespero que eu estava sentindo. Eu estava com nojo de mim... precisava me purificar, precisava ver aquele sorriso santo, precisava de seu perdão... Quando ela me viu, parecia que já sabia de tudo, acho que leu em meu olhar. E como uma benção, recebi seu perdão silencioso, quando ela olhou em meus olhos, segurou minhas mãos e me beijou. Ela sabia que eu era só dela, que mesmo longe, mesmo com alguém passageiro, o amor era algo tão forte, que nada poderia matá-lo...
Bruna desabafa.. as 11:57 AM