Nome : Bruna
Local: São Paulo
ICQ: 15660510
Meu humor
O Zero
Viver como se nada tivesse existido,
como se nada tivesse acontecido,
como se nenhum sentimento tivesse ocorrido!
Viver, apenas viver, um dia apos o outro,como se eles naum se relacionassem.. pois que ligacao
haveria, se de repente, todas as ligacoes se rompem?
Eu Sou..
Bruna (com seus 46 apelidos nominais), que eh meio estranha, confusa, engracada, anarquista, teimosa, impulsiva, politizada, expansiva, sonhadora, complicada, poligama.. Que ama demais, chora demais, ri demais.. Que gosta de azul, de tocar baixo, de zuar, de falar alto, gesticular, de beber cerveja, de carne com batatas...
que gosta de escrever, de ler, de ouvir punk rock, mpb, blues.. Que gosta de beijar, de sair, de conhecer..
Que detesta hipocrisia, capitalismo, neo-liberalismo, nazi-fascistas, emocore, agulhas, falta de atitude, comodidade, pessoas serias e sem graca e homens que "nao fodem nem saem de
cima"
Beira da Estrada
Meu fotolog
Estaca
Zero (antigo)
Infiel
Lantis
Tadeu
Pi
Alex
Marcel
Júnior
Fábio
Toni
Passatempos
Resultados dos quizzes! Quantos seres
E se passou, o que resta?
Relembrar..
on line
Estaca
Zero
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Como era estranho estar nos braços de outra mulher...sentir outro gosto, ver outro olhar, outro toque, outros suspiros... COMO ERA ESTRANHO! Cada vez que a beijava , quando meus olhos se abriam, tudo que queria era não estar lá. Na verdade, tudo que eu realmente desejava é que Tati se transformasse em Beatriz: a mulher da minha vida! Beatriz dominou-me completamente. Fez-me acordar para conhecer os prazeres e desprazeres de um relacionamento, daqueles que chama por aí de sério. Ela sempre foi tudo, desde que apareceu em minha vida. Não sei o que me prende a ela... talvez seu olhar, seu sorriso, seu carinho, ou talvez seu espírito, sua energia. Não sei! Mas nos separamos por não aceitarmos algumas falhas um do outro... por termos que ser perfeitos e NÃO FOMOS, nem SOMOS. Então, encantado pela beleza e simpatia de Tati, nos envolvemos. Parecia traição... e era! Estava ME traindo todo tempo e o pior: traía também Tati e seus sentimentos, esperanças e ilusões. Percebi isso em nosso segundo encontro... Estávamos sós em seu quarto e Tati me deitou em sua cama. Eu parecia um moleque, de 13 anos, virgem, que não sabia o que fazer. Tati me beijava com calor, com emoção e eu simplesmente não sentia nada... Até a hora em que ela pediu para ser minha...me desesperei. Eu só queria Beatriz! Para minha sorte, já estava tarde e eu precisava ir embora e foi um bom argumento para não passar vergonha. Fui embora e no metrô, apenas pensava como isso aconteceu comigo. Logo eu, que nunca entendi fidelidade, que não via mal algum em dar "escapadinhas sem compromisso", estava me culpando por ter estado em braços alheios... Desci cinco estações depois da minha e fui procurar Beatriz. Fui procurá-la apenas para dizer a falta que ela me fazia, o desespero que eu estava sentindo. Eu estava com nojo de mim... precisava me purificar, precisava ver aquele sorriso santo, precisava de seu perdão... Quando ela me viu, parecia que já sabia de tudo, acho que leu em meu olhar. E como uma benção, recebi seu perdão silencioso, quando ela olhou em meus olhos, segurou minhas mãos e me beijou. Ela sabia que eu era só dela, que mesmo longe, mesmo com alguém passageiro, o amor era algo tão forte, que nada poderia matá-lo...
Bruna desabafa.. as 11:57 AM
Adicione um comentário
Terça-feira, Março 15, 2005
A vida é tão breve... o tempo não perdoa nem um instante. Você me perguntou se eu morreria em paz agora, e digo-lhe que não teria vivido... Que minha mente é a minha algema, que a humanidade é minha dor... ACORDEM, CORJA DE BARATAS!!! O que eu quero? Não me pergunte mais... Queria tudo diferente, cada hora de um jeito, de um modo... Quero viver! ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Tudo se acaba como a chuva, como a noite, como o sonho, como o amor... Nada nunca foi eterno, engano dos que acham que sim! Queria ter essa ilusão, mas a consciência me presenteou... Sorte? Não acho! Sorte dos acomodados, dos iludidos, dos que acham que essa vida cretina basta. Sorte dos que acham que ser manipulado, explorado, faz tudo parte da vida. Azar dos pensantes, dos que viram, talvez, que dá para viver de outra forma, dos que enxergaram que são muito mais que robôs desse sistema nojento e opressor... Azar!
Bruna desabafa.. as 1:23 PM
Adicione um comentário
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Então, como em um surto de amor, eles se destacaram correndo daquela porção de amigos que ali estavam também se divertindo e foram para a beira do rio, onde a lua os beijava... ali, quietos, olhando-se singelamente, chegaram mais perto e abraçaram-se...
Aquele abraço que diz o quanto de amor existe um pelo outro, aquele abraço feliz, satisfeito, pleno...
E assim ficaram por algum tempo, sendo abençoados pela natureza, por eles mesmos...
Esses momentos, onde as mudas palavras são as mais verdadeiras, são os que nós levamos para todo o sempre, são esses momentos que valem a pena na vida... que nos faz ter forças para lutar, para continuar respirando, nesse mundo caótico que está conseguindo acabar até com o amor...
Felizes são os que amam, como esse casal..
São felizes e fortes!
O amor nos faz crescer, nos faz ter coragem para alcançarmos tudo que queremos... o amor nos traz fé!
E naquele instante, depois do longo abraço, aquele casal teve mais certeza do amor..
Amor que crescia a cada manhã, a cada gesto, a cada briga, a cada beijo...
E apenas se olhando, decidiram alcançar tudo, alcançar a vida, construir tudo o que podiam JUNTOS!
Bruna desabafa.. as 2:15 PM
Adicione um comentário
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Como assim desde setembro sem postar????
Pois é...
A minha vida, de setembro até hoje, estava muito real.. estava viciada, talvez.. viciada em realidade.. sem tempo para postar, nem escrever, nem conversar com amigos...
Mas eu estou resgatando isso aos poucos..
estou voltando com esse blog, voltei com o meu fotolog tbm, e os amigos.. bem, se forem amigos, vão entender e também irei resgatá-los.
Eu estava trabalhando, estudando.. aí já viu.. final de ano, aquela correria, aquela loucura.. chegava em casa, e dormia, acordava e não tinha tempo nem pra conversar com meus pais direito...
Mas agora estou de férias.. estou com tempo até de sobra..
No comecinho de novembro, terminei meu namoro com o Juninho.. um namoro que durou 1 ano e 1 mês... um namoro em que aprendi muito, em que ensinei muito, que me diverti, um namoro cheio de respeito, carinho e compreensão... um relacionamento que foi mais de melhores amigos, companheiros, do que de amantes.. porém, se quer sempre mais.. e vi que eu esperava por mais.. esperava por paixão unida a tudo isso.. precisava que aquele fogo invadisse meu ser... então, resolvi terminar... quero que ele possa dar tudo o que ele tem de melhor para alguém que seja louca por ele.. alguém que morra e mate por ele, alguém que seja dele completamente... e isso eu nunca fui... e ele sabia disso... foi melhor assim.. e os dois concordaram com isso..
Porém em alguns dias...(não sei se isso foi generosidade, porém eu estava querendo ficar solteira por um bom tempo), me apaixonei...
Paixão à primeira vista!
Pois é.. mordi a língua... talvez veio para mostrar para a garotinha de pedra que existe sim PAIXÃO.. e existe sim paixão à primeira vista, à primeira conversa, ao primeiro beijo...
Pois é...
e foi melhor ainda, pq todo esse sonho foi recíproco...
Em uma semana, já estávamos completamente envolvidos, namorando.. lindos.. apaixonados...
Essa historinha está acontecendo há 2 meses e uma semana...
Mas esses 2 meses foram tão intensos, ficamos tão grudados, tão unidos, fizemos tantas coisas juntas, conquistamos tanta intimidade, tanta afinidade, que parece que estamos há muito mais tempo...
(pudera, desde 8 de novembro, deixamos de nos ver apenas 5 dias..)
Todo dia a gente fazia alguma coisa... mesmo se fosse pra ficar depois do trabalho e da facul, batendo papo na rua...
Com duas semanas de namoro, eu e ele (que se chama Allan) fomos acampar.. só nós dois.. essa viagem foi maravilhosa...
O ano-novo também passamos acampando, porém com a galera...tbm foi maravilhosa...
exceto no dia 2 de janeiro... eu fui pular de uma pedra para o mar, mas mergulhei mto fundo e bati com a cara no fundo.. fez um belo estrago no meu rosto...testa, nariz, tudo inchou, ficou roxo, ralou...
Hoje estou melhor...!!!
Saí lá do Unibanco.. aquilo era exploração demais.. estava fazendo mto mal pra minha saúde...
agora estou à procura novamente...
Estou cheia de planos pra esse ano... mas ainda não entrei no ritmo para realizá-los... quem sabe daqui há alguns dias..? só mais uns diazinhos de férias!!!
Os pais da Ju estão indo viajar, e daqui a pouco estou indo pra lá...
Ah, os textos? eu também dei uma relaxada em produzir... mas eu volto.. no máximo segunda!!!
Bruna desabafa.. as 6:49 PM
Adicione um comentário
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Não passava das 6 da manhã.
Ela estava com cheiro de cigarro impregnado ao perfume barato vencido e aroma das noites paulistanas.
Andava pelas ruas do centro rumo ao seu apartamento. Resolvera ver o sol terminar de raiar, sendo atrapalhado pela incessante poluição, em plena praça da República, ao lado de mendigos sem rumo, e outras pessoas desesperadas.
Pensou em sua mísera vida. Em uma vida estagnada, cheia de desejos, planos, ânsias, frustrações e mentiras.
Sim! Ela vivia de suas mentiras.
Histórias inventadas, histórias tão reais que até mesmo ela se convencia disso.
E que mal há em inventar histórias que gostaria de ter vivido?
Não somos todos grandes contadores de histórias?
Não vivemos contando nosso passado, tornando-nos heróis ou bobos?
Mas tudo o que nunca incomodava Geórgia, hoje estava atormentando-a loucamente.
Toda sua vida. Toda sua história. Todos seus amigos. Tudo o que passou, o que perdeu.
Agora vive uma vida banal. Uma vida em que nem em suas horas de distração se sente bem.
Não tem melhores amigos, não tem confidentes de seus medos, e nem ao menos, sabe se ama quem está ao seu lado, e quem ela sempre faz juras de amor.
Não sabe de mais nada. Não quer mais nada, não consegue pensar em mais nada.
Não tem mais pretensões.
Não consegue mais enxergar o futuro e nem o passado. E seu presente, bem, esse está um lixo!
Os lixeiros estão em greve. Tudo acumulando.
Nada de limpeza, nada de colocar sua cabeça em ordem, seus objetivos em primeiro lugar e nem sentir. Precisou respirar. Deu uma volta na República e trombou com alguns hippies, travestis, prostitutas.
Voltou para casa. Era melhor, antes que surtasse.
Lá estava seu companheiro. A pessoa que mais amou Geórgia, a que suportava suas insanidades.
Seu nome era Gabriel, como o anjo. Ele estava acordado.
-- Porra, Ge, onde você estava? São 6:30 da manhã!
-- Por aí. Andando. Tentando pensar nesse resto que existe de vida.
Vem cá me dar um abraço. Me leva pro quarto e começa a dizer todas aquelas coisas lindas que me faz esquecer de tudo e todos por alguns instantes.
Gabriel riu e a abraçou forte. Levou-a para o quarto, colocou-a na cama, e acariciando seu rosto, seu cabelo, fez juras e mais juras de amor, daquelas de encher os olhos de lágrimas.
-- Gabi, valeu cara! Acho que se eu vivo ainda, é por ter esperanças em nós. Eu sei que você vai rir, porque sempre mudo de idéia e falo que não sei o que estou fazendo contigo, pois nunca tenho certeza de nada. Mas mesmo sem certeza, eu curto pra caramba ficar com você. Estou curtindo pra caramba nosso cantinho, nossas conquistas, nosso convívio. Eu adoro estar perto de ti. Valeu!
-- Ge, não precisa agradecer. Eu amo você. Nunca tive uma mulher que, além de mulher, fosse minha melhor amiga, a pessoa que eu mais confio no mundo, a pessoa que eu posso falar ou fazer qualquer coisa que estará lá, mesmo que seja para me condenar. E vai ser assim, sempre foi. Eu que tenho que agradecer e me desculpar. Desculpar por não te entender.
-- E quem entende, amor? Tudo que eu queria era um lugar bem escondido. Queria ter 7 filhos. Queria ter alguma empolgação pra viver. E isso não existe mais.
-- Gê, algum dia, as pessoas vão acordar para tudo e a reconstrução será feita. Enquanto isso, dorme, meu bem. Dorme, porque você querendo ou não, amanhã é um outro dia. E eu quero que você esteja mais feliz que hoje. Juro que vou me esforçar. Mas você também tem que fazer uma forcinha.
-- Deita aqui comigo, porque finalmente, podemos ficar juntinhos o tempo que quisermos. Fica aqui comigo, me carinha até eu dormir? -- pediu manhosa.
-- Não precisa nem pedir. É uma alegria imensa ficar olhando pra ti, meu sonho. Dorme..dorme que eu estou aqui pra te proteger.
Seria muito bom Geórgia começar a rever se realmente não tem mais nada.
Seria muito bom se o brilho da vida, invadisse sua alma novamente.
Quem sabe amanhã?
Quem sabe com calma?
Quem sabe mudando de cidade?
Mudando sua rotina?
Quem sabe?
Só Geórgia há de descobrir, não é mesmo?
Bruna desabafa.. as 10:44 PM
Adicione um comentário
Sábado, Agosto 28, 2004
Ele queria ter novas sensações. Provar novas bocas, novas mentes.
Ele somente queria viver outros ares, ouvir outras histórias, conheceer novos lugares.
Precisava disso, o mais urgente possível.
Trabalho, trabalho, faculdade, amigos de sempre, dívidas, futuro... tudo correndo a mil em sua mente.
Não tinha mais tempo para pensar em sua vida, em seu sentimento.
É isso que eles querem, não é?
Enquanto o ritmo da grande cidade caótica acelera cada vez mais...cada vez mais passe rápido...rápido...
ele estava mais tranquilo, mais out disso tudo.
Ele não tem mais o que conhecer daqui. Tudo já saturou, tudo já foi visto, vivido, presenciado.
Precisa inovar. Sentir a vida de outro modo, alternativo do urbano.
Quem sabe sinta-se mais livre..menos sufocado.
Ele queria sensações abstratas, sem luxo... sensações apenas.
Mente tranquila, mesa cheia, puro ar.
Melhor aproveitar a juventude!
Bruna desabafa.. as 1:27 AM
Adicione um comentário
Domingo, Agosto 15, 2004
Libertação.
Dançou, dançou, sorriu.
Apenas pirou nos movimentos de seu corpo.
Acompanhou ritmos distintos e frenéticos, com luzes igualmente loucas, cabeças igualmente alucinadas, desamparadas.
Zeca Baleiro.
Itaipava.
Pés desenfreiados, juventude querendo se refugiar por alguns momentos em um local aconchegante, como aquela casa.
Idéias... muitas idéias, sonhos, anseios espumando da boca de cada um. Desde tortura ao Maluf a casos mal resolvidos.
The Clash.
Salada de frutas.
Sorrisos e abraços distribuidos. Busca inalcançável pelo sussego. Mas assim, mesmo no final de semana, o que predomina é a segunda-feira. Ela tentou desvencilhar-se de toda sua rotina curiosa, mas cansativa.
E conseguiu.
E apenas sentiu todos os efeitos de estar consigo mesma. Apenas curtiu estar se curtindo. Desde papos contra guerra e estupidez do ser humano, até desenhos de nossas infâncias.
Red Label.
Zillion.
Dois ambientes. Ambiente loucura: Danças, música, empolgação, desejos.
Ambiente jazz...conversas descontraídas, mistura de opiniões.
Ela não queria que ele estivesse ali, não aquela hora.
Só queria que ele a quisesse.
Amanhã.
Hoje já são 5 horas.
Ando meio desligado..
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho, e não vejo nada
Eu só penso se você me quer
Eu não vejo a hora de lhe dizer
Aquilo tudo que eu decorei
Prá depois do beijo que eu já sonhei
Você vai sentir
Mas por favor, não me leve a mal
Eu só quero que você me queira
Não leve a mal
Os Mutantes
Bruna desabafa.. as 5:00 AM
Adicione um comentário
Domingo, Agosto 01, 2004
Eles iam fazer um passeio sozinhos, como há um bom tempo não faziam.
Lia chega à casa de Marco, em seu carro recém comprado com muito esforço de um bom tempo de economias. Marco entrou no carro, olhou para Lia, e lascou-lhe um beijo de tirar o fôlego.
-- Preparado ? -- diz Lia, depois do beijo gostoso.
-- Preparado! Pode me levar pra onde quiser. Sou todo seu, como sempre.
Lia sorriu gostoso. Aquele mesmo sorriso bobo de dois anos atrás.
-- Essa viagem merece uma bela trilha sonora. Mas essa deixo com você.
Marco, então, escolheu alguns CD´s que ambos gostavam e foram curtindo, cantando, sorrindo, até o local que Lia tinha escolhido.
Marco ouviu um barulho de água:
-- Uau! Você me trouxe para uma cachoeira?
-- Sim, acho que é um local perfeito para curtirmos essa noite, essa lua, esse sentimento. O que achou?
-- Perfeito. Muito louco! Vamos descer do carro, não podemos perder nem um minuto.
Então desceram do carro, foram caminhando, orientando-se pelo barulho da água.
Quando lá chegaram, a cena era apaixonante.
Uma lua cheia maravilhosa resplandescia no rio e a água, que descia da cachoeira, brilhava feito cristal, feito os olhos do casal. Marco tirou um vinho de sua mochila, abriu e colcou nos copos:
-- Vamos comemorar os dois anos que estamos juntos. Os dois anos de amor, de cumplicidade, de companheirismo. Os dois anos totalmente loucos, apaixonados, e extasiados. Um brinde a nós, e a tudo que superamos nesse tempo.
-- Um brinde! Um brinde ao destino. Um brinde à lua, ao tarô, àquele bar onde nos conhecemos.
Brindaram e beijaram-se por um longo tempo.
Noite quente, singela, suave, assim como os corações que lá estavam.
-- Você lembra de tudo? De todos os detalhes? -- disse Lia, manhosa.
-- Lembro de cada pingo, de cada parágrafo de nossa história. Lembro-me de cada palavra. Quer que eu te conte?
-- Aceito. Vamos fazer um "review"...
-- Ok! Marco e Lia são doidos. Conheceram-se de modo estranho, inesperado, rápido, confuso. E se envolveram assim desse jeito também. Em uma semana juntos, era tanto carinho, que nem acreditavam que era verdade. Parecia que eles já estavam juntos há mais de três meses.
Madrugadas no telefone, encontros rápidos e intensos, muita saudade, muito carinho.
Abriram mão de tudo. Abriram mão de estabilidade para viver um romance diferente, para sentir o coração fervilhar um pouquinho, para sentir novo gosto, novo toque, novo olhar.
Eles não sabiam se estavam certos. Mas isso pouco importava. Eles ainda tinham muito tempo para errar.
E assim levaram, vivendo intensamente, loucamente, essa paixão assustadora. De paixão, tudo virou amor, e muitos sentimentos que vêm de brinde, também chegaram: o respeito, a confiança, a admiração, a amizade incondicional.
Sim, eles eram felizes. Apesar de todos os pesares, eles eram felizes!
Tinham muitas diferenças, mas as semelhanças eram absurdas. E não conseguiam ficar longe um do outro. Se queriam toda hora, todo instante. Era uma só vida!
Finalmente, todo o medo que tinham de errar, transformou-se em certeza de amar. E hoje, estão fazendo dois anos do namoro mais lindo que já existiu.
-- Nossa, muito linda essa história. Parece até conto de fadas. Mas acho que eles acreditavam tanto que iriam viver um conto de fadas, que tornaram um simples envolvimento, em uma história linda de amor. -- Lia disse, com dificuldade, pois chorava de emoção.
-- Que bonitinha! -- Marco sussurou perto dos lábios de Lia.
Então, passaram a noite toda revivendo todo o sentimento, amando cada parte de seus corpos, vendo a lua cair em sua aparição majestosa, vendo as águas rolarem... e eles continuavam os mesmos, os mesmos apaixonados.
E Marco, como em um surto de amor, grita:
-- Lia, você é a mulher da minha vida! TE AMO! TE AMO! EU AMO A LIA!!!
Lia, tímida como sempre foi, sorriu mais boba ainda.
-- Eu também te amo, seu bobo! Te amo mais do que a lua ama a água!
E nesse clima "in love", termino esse conto. Termino-o com vontade de que todas as histórias de amores verdadeiros acabassem assim. Termino com a vontade de viver tudo isso. Sonhos...?
Bruna desabafa.. as 11:46 PM
Adicione um comentário
Quinta-feira, Julho 29, 2004
HUmm... bem, galera que perguntou se a pinga era necessária: era necessária sim, se não fosse, não estaria na história, certo? HAuaHaUaHaUaHuahu!!!
Qualquer semelhança é mera coincidência... então talvez não haja uma história real que foi transformada em conto... é simplesmente uma história... somente pra ser lida... e pensada a respeito...
Minha vida tá igual... morna... e eu detesto isso... férias chatas.. entediantes...
O Punk Duck tá tocando pra caramba... nuns sons mto bons...
sábado passado tocamos no Bal com várias bandonas.. tava mto lotado.. mta gente que eu não via há muito tempo.. pessoas queridas... abraços sinceros... esses momentos são muito bons...
Isso vale a pena!!
Queria fazer um post diferente...
não vou ficar contando muito, só queria abrir uma polêmica...
e eu gostaria (se não for pedir muito) que todos que lessem, dessem sua opinião sincera...
Vocês acham possível apaixonar-se por duas pessoas ao mesmo tempo??
Essa polêmica foi lançada domingo passado, na casa da Sussu, enquanto estávamos (Juninho, Junka, Sussu, eu, Ana e Saci) ao redor da fogueira, assando batatas...
Eu acho que eu consiguiria ser apaixonada por duas pessoas, porque isso já até rolou...
Acho que isso é muito enraizado... acho que monogamia é algo aprendido, algo cultural... não é do ser humano só amar uma pessoa, pois o ser deveria ser o amor... eu sinto que eu tenho muito amor pra dar... e amo muita gente... claro que dividir quem se ama, é algo cruel...
então, falei, falei, e num disse nada.. enfim... acho que me apaixonaria sussa por dois caras...talvez não vivesse a mesma com os dois ao mesmo tempo, (por mais que não seria estar iludindo-os, afinal, eu iria gostar dos dois) mais por eles... Mas não sei como reagiria, se alguém que eu gostasse, chegasse em mim e dissesse que gosta de duas... acho que eu ia ficar com muito ciúmes...
Um ciúmes cultural...
Espero a opinião de vocês.!!!!
Bruna desabafa.. as 1:29 AM
Adicione um comentário
Sexta-feira, Julho 23, 2004
Essa é uma historinha feliz... com um semi final feliz... bem, o original dela era triste... muito triste... mas muitas coisas mudaram, e eu resolvi me alegrar escrevendo algo feliz... finais clichês... talvez... talvez seja mais cliche se terminar triste... ah, enfim... resolvi mudar o final dela, e pronto! a história é minha mesmo!!! HAuaHauaHaUaHu!!!
Por que era tão difícil entender?
Tudo se iluminou a ela naquele momento. E agora, ela entendeu porque há quem recrimine esse poder.
O poder perigoso da elevação da consciência.
O poder que ilumina.
Assim, decidiu enfrentar toda a discriminação que sofreria ao falar que queria viver em alguma comunidade auto-sustentável, auto-suficiente.
Como?
Sim. Isso mesmo!
E, sozinha, naquela noite gelada, em um boteco de esquina, embriagando-se de pinga com groselha e limão, colocou seus pensamentos em ordem, pois seus desejos queriam deixar a teoria.
-- Por que não conseguem entender que isso não é uma revolta adolescente, que isso não é utopia, que isso não é vagabundagem?
Não entendem que tenho outro ritmo? Que tudo por aqui, do jeito que está, me faz mal, me destrói, me deprime. Que eu quero produzir para mim, para quem eu amo, e não para um otário encher o rabo de dinheiro enquanto me humilha, me comanda. Não entendem que quero trabalhar para o bem comum, para o amor. -- disse tudo isso, irritada, meio bêbada, para o nada.
O garçom aproximou-se e falou de modo suave:
-- Moça, algum problema? Já não acha que bebeu demais?
-- Devo ter bebido. Talvez só assim para aguentar tudo isso.
Mas só por mais um tempo. Eu já sei o que quero. Já sei que quero fugir da moral. Quero fugir do padrão. Não quero ser engrenagem, não quero mais participar de toda essa patifaria.
Preciso me autogerir, preciso viver meu ritmo, em uma vida diferente.
-- Uma sociedade alternativa, como diria Raulzito? -- disse o garçom interessado, já que o boteco estava vazio e não tinha muito o que fazer.
-- Pode se dizer que sim.
Claro que o ideal era que o mundo inteiro se conscientizasse, que o mundo inteiro se amasse ao ponto de não precisar mais existir valor, desigualdade e poder. Mas precisamos, para isso, de 1000 anos e essa Terra não tem nem mais 200.
Então por que não fugir para um local onde eu possa me sentir melhor que aqui?
Um local onde eu possa produzir intelectualmente, um local onde eu produza socialmente, naturalmente.
Por que tenho que continuar aqui se não sou feliz? Se não vejo graça em nada?
-- Está sozinha? Não vê graça por que?
-- Hoje estou sozinha aqui. Alguns amigos estão comigo com esses desejos, planos. Outros não.
Mas o que me deixa triste é saber que o homem da minha vida não é quem eu pensei. -- e virou mais um copo-- Ele nunca vai me entender.
Desfiz nossos planos "normais", para planejar outro modo de viver. Para vivermos nós, nossos filhos, plenamente.
Mas ele não entende.
Eu não vejo graça em levar vida padrão, onde você passa a vida toda estudando, trabalhando, para ganhar pouco dinheiro (se conseguir emprego), para consumir, achar que é feliz por ter um tempinho para ver um filme e continuar a engrenar toda essa podridão. Se você tem filhos, contente-se em vê-los uma hora por dia. E seja escravo. E tenha estresse. E morra de bronquite.
AH! CHEGA! -- falou alterada.
-- É! Você tem razão, mocinha. Gostaria de trabalhar menos e ser mais útil, gostaria de estar mais tempo com minha nega, meus pirralhos, gostaria...
mas não teria essa coragem. Deixa assim.
-- Coragem! Temos que ter muita dessa daí. Mas, enquanto o medo predomina, desce mais uma.
E ela, não queria nem saber se o garçom tinha aproveitado metade de suas palavras.
Virou mais um copo.
Resolveu voltar para sua casa. Totalmente embriagada, apenas atravessou a rua, e entrou em seu prédio.
O porteiro dirigiu-se a ela para contar algo, mas ela fez um sinal como quem não queria ouvir.
Estava pouco se importando para tudo. Pois o seu tudo já havia sido quebrado, ao ouvir da boca de seu amado que ela estava sonhando demais.
Demorou alguns segundos para abrir sua porta. Quando conseguiu, viu em cima de sua mesa, uma rosa e um bilhete. Com dificuldades, conseguiu ler o mesmo:
*"A TERRA PROMETIDA ESTAVA LÁ...
A TERRA DE SONHOS... DE REALIZAÇÕES... POSSÍVEIS REALIZAÇÕES...
ELA QUER IR PRA LÁ! EU QUERO IR COM, SÓ QUE ELES A FAZEM PENSAR QUE NÃO...
ELA ME AMA E ME QUER POR PERTO... ELA É LIVRE...
EU TAMBÉM SOU... QUERO IR PRA TERRA PROMETIDA COM ELA...
PARA ESTAR COM ELA... TER A NOSSA VIDA!
TER O NOSSO FILHINHO E ALIMENTÁ-LO COM OS BONS FRUTOS DE NOSSA HORTA...
DÁ-LO O LEITE FRESCO DE NOSSA LINDA VAQUINHA...
VÊ-LA SORRIR E FALAR PARA MIM: "TÁ VENDO COMO NÃO ERA UTOPIA... A MINHA TERRA PROMETIDA EXISTE... AGORA É A NOSSA TERRA!"
JÁ PENSOU QUE LINDO VÊ-LA ACORDAR E PEDIR-ME PARA FAZER UM BOLO COM AS CENOURAS QUE COLHEMOS NO DIA ANTERIOR?
SEI QUE NAO É UM SONHO... EU VOU VIVER COM ELA NA TERRA PROMETIDA...
POIS A AMO! AMAREI ELA ATÉ O FIM DOS MEUS DIAS... ELA PRECISA DE MIM... EU PRECISO DELA...
AMOR... QUERO QUE SAIBAS QUE A TERRA PROMETIDA DA QUAL ME INFORMOU ESTÁ NOS MEUS SONHOS AGORA... VAMOS COMPARTILHAR DO MESMO...
ELA NOS AGUARDA!" --* texto retirado de Tortura Mental
Consegiu apenas dar um sorriso, e seguir aquele perfume que adorava e conhecia muito bem.
Seu amado a esperava na cama... de braços abertos...
A embriaguez cedeu lugar ao amor, ao desejo, ao carinho.
E se amaram loucamente, cientes que agora era mesmo pra sempre (até quando o sempre existir)!
Bruna desabafa.. as 11:38 AM
Adicione um comentário